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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


APRESENTAÇÃO


O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Júlia Wanderley tem por finalidade congregar o trabalho coletivo e todos os meios possíveis para proporcionar, através de reflexão e discussão permanentes, um ensino público de qualidade.
Entende-se que a democratização da sociedade é também responsabilidade da escola pública. Nesse sentido, este Projeto apresenta as ações a serem desenvolvidas em forma de compromisso político, resultantes da reflexão crítica e transformadora da comunidade escolar.
Não é, contudo, documento final. Compõe-se da dinâmica ação-reflexão-ação, sempre passível de reformulações, em orientação à prática-pensada e na busca contínua do desenvolvimento transformador da educação pública que deverá ter garantido seu papel, as condições para desenvolver a transmissão, assimilação e socialização dos conteúdos.
Este Projeto Político Pedagógico foi concebido com a participação de todos os segmentos que compõem a Comunidade Escolar Júlia Wanderley, com o firme propósito de que seja um instrumento de ação coletiva daqueles que fazem da Escola Pública um espaço de construção do conhecimento e dos valores formadores da cidadania. Eclode da reflexão sobre o tipo de sociedade que buscamos construir e do caráter que esperamos formar por meio da Educação e, assim, procura promover alternativas minimizadoras do impacto das grandes transformações pelas quais passa a atual sociedade global e também, local.


MARCO SITUACIONAL
Caracterização da Escola
Perfil da Comunidade Escolar
A comunidade escolar do Colégio Estadual Júlia Wanderley, é composta em sua grande maioria por alunos oriundos de famílias de classe média e classe média baixa.
Predominantemente, são alunos que residem próximos da Escola e outros que vêm de bairros diversos desta cidade, porque seus pais trabalham nas proximidades desta Escola. Sempre que solicitadas, seja para festas, reuniões ou convocações, as famílias costumam atender satisfatoriamente as reivindicações desta Escola.
Os alunos do período noturno formam um grupo diferenciado, muitos deles moram em bairros afastados ou até mesmo em municípios da região metropolitana de Curitiba. A maioria dos alunos trabalha e  freqüenta esta escola por sua localização , próxima do centro da cidade.
O Colégio Estadual Júlia Wanderley está inserido numa comunidade de nível sócio-econômico médio. Esta estabelece o padrão de vida através do trabalho e dos hábitos e costumes constituidores da família. Para ela, comunidade, a escola tem o compromisso, a tarefa e a incumbência de prestar um serviço que possibilite ao sujeito, ingresso no ensino fundamental, uma ampla reflexão do seu ambiente, dos fatos geradores de transformação, da sua habilidade de construir caminhos, de consonar os meios, de progredir e intervir na sociedade, organizando sua própria gesta, com aptidão para se comunicar, compreender e criar símbolos que lhe permitam ser partícipe de vida cidadã.
A Missão da Escola
A escola, forjada na formação do cidadão, deve ser espaço permissivo e dinâmico na elaboração constante da história. Para que isto aconteça, o trabalho deste colegiado será voltado para três pontos:
1. O desenvolvimento e o compromisso com os valores humanos e a construção da cidadania que exige uma prática educacional compreendendo a realidade social, os direitos e responsabilidades em relação a vida pessoal, coletiva e ambiental.
2. A prestação de serviço didático-pedagógico de qualidade, através da organização, aperfeiçoamento, avaliação e realimentação contínua do processo, visando a crescente qualidade dos resultados a serem demonstrados.
3. A gestão democrática, proposta pedagógica que tem como suporte um princípio consagrado pela Constituição vigente e que abrange as dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras da escola.
Enfoque especial deve ser dado à gestão democrática, pois esta prática visa romper com a separação entre concepção e execução, o pensar e o fazer, a teoria e a prática. Busca partilhar o controle do processo com a comunidade e implica, principalmente, em repensar a estrutura de poder da escola, tendo em vista sua socialização.
A participação coletiva fomenta a reciprocidade, a solidariedade e a autonomia. É ação que minimiza a dependência daqueles que elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.
Neste sentido, é fundamental que a comunidade escolar tenha assegurado esforço e tempo para o exercício da gestão pedagógica, administrativa e financeira. Vanderlei de Barros Rosa afirma ser necessário “estabelecer espaço e tempo para a discussão da política pedagógica, na escola, objetivando o amadurecimento e a interação dos profissionais, pais e alunos com vista a desenvolver um projeto político pedagógico e um planejamento participativo, determinando o calendário escolar ou definido pela comunidade democraticamente, garantindo o acesso aos seus direitos, conhecimento e exercício de seus deveres, fazendo de todos co-partícipes e co-autores no processo educacional”.
Assim, de acordo com a Deliberação nº02/02 do Conselho Estadual de Educação CEE, os estabelecimentos de ensino podem utilizar o percentual de 5% dos dias letivos para viabilizar o exercício democrático de uma gestão participativa.
A gestão democrática da educação deve ser a expressão de um projeto mais amplo, de uma forma de pensar a escola, a educação e a sociedade. Inclui, necessariamente, a dimensão de um processo coletivo de construção e participação efetiva que possa criar novas formas de organização do trabalho e de exercício do poder, respeitando-se o espaço de cada ator desse processo.
Outra perspectiva igualmente importante é a formação continuada dos profissionais da educação. O que observamos é que a formação continuada proporcionada pela entidade mantenedora não tem fornecido condições de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional. As atividades realizadas ressentem-se de uma concepção geral de educação em que estejam presentes professores e funcionários. Além disso, professores e funcionários não dispõem de um espaço comum para a reflexão sobre a sua prática e as novas dimensões trazidas pela teoria. A realização de parcerias com as Instituições de Nível Superior pode ser uma solução para parte deste problema, já que as mesmas têm “know how” para dar suporte aos estudos propostos.
Outra possibilidade é que as semanas de estudos aconteçam com mediador capacitado para solucionar as possíveis dúvidas e questionamentos que surjam, desde que esteja garantido nelas, o espaço para a reflexão prático-teórica.
Essas semanas deverão ser previstas no calendário escolar e poderão acontecer nos colégios por setores ou bairros, e servirão tanto para a formação pedagógica  quanto para a atualização por disciplinas e troca de experiências.
O professor também deve ser responsável pela atualização dos seus conhecimentos, tornando-se auto gestor da sua formação continuada. Para isso, há necessidade de que disponha de tempo e recursos financeiros.
Com a reformulação do projeto político pedagógico, a escola se insere na perspectiva de mudança, para que o aluno, razão de toda a ação da comunidade escolar, tenha condições de sobressair-se, tendo a possibilidade de ser um agente transformador. A escola deve orientá-lo para que faça suas próprias escolhas, pautadas por princípios éticos e humanos.

A filosofia da Escola
A filosofia de ação do Colégio Estadual Júlia Wanderley - Ensino Fundamental, Médio e Profissional está fundamentada no marco curricular sócio-interacionista, nas teorias de Piaget, Vigotsky e Ferreiro.
Hoje, a escola deve se ocupar da formação dos estudantes, capacitando-os para a aquisição de novos conhecimentos e o aprimoramento da capacidade de pesquisa. O mundo do trabalho exige não apenas o domínio das novas tecnologias e linguagens, mas certas capacidades como a criatividade, a expressividade e a habilidade de “aprender a aprender”, tomando para si a responsabilidade de ir além das fronteiras da escola, dominar o conhecimento para procurar interagir com o mundo, compreendendo que só o que se aprende na escola não é suficiente para as relações que se estabelecem no mundo do trabalho.
Para abarcar essas demandas, a Escola deve trabalhar a educação básica preparando o aluno para um processo de “educação permanente”, priorizando metodologias capazes de contemplarem a construção de estratégia de verificação e comprovação de hipóteses, a construção de argumentação, desenvolvimento do espírito crítico. A capacidade de trabalhar em grupos deve ser enfatizada uma vez que favorece não só o descobrimento das potencialidades do trabalho individual, mas também, e, sobretudo, do trabalho coletivo.
Um novo cidadão deve ter desenvolvido condições para o auto conhecimento para melhor utilização de suas potencialidades. Neste sentido a escola deve buscar o desenvolvimento de outras capacidades além das cognitivas, como a capacidade física e afetiva.
Neste mundo competitivo em que se encontra a sociedade capitalista, torna-se imprescindível desenvolver a formação ética dos alunos, condenando qualquer forma  de discriminação, valorizando a solidariedade e a observância às Leis, levando-se em conta a preocupação com o corpo e com a saúde, passando pela educação sexual e a preservação do meio ambiente. É dever de toda a escola, instrumentalizar a  criança e o jovem para o processo democrático e às possibilidades de participação social, dando conta de uma concepção de cidadania à luz das demandas do mundo contemporâneo.
É importante destacar a necessidade da definição de metodologias que atendam aos referidos objetivos favorecendo não apenas o acesso e a permanência do aluno na escola, mas, principalmente, o seu sucesso escolar. O trabalho com projetos ganha força nesse processo de reflexão sobre a escola, sua função social e os significados das experiências escolares para aqueles que dela participam; favorece a construção da autonomia e da auto disciplina por meio de situações criadas para reflexão, discussão, tomada de decisão, tornando o aprendiz sujeito de seu próprio conhecimento e de seu papel como cidadão.
Para inserir o jovem no mundo do trabalho, da cultura, das relações sociais e políticas, a escola deverá oportunizar a abordagem de temas que contribuam para a formação de valores e atitudes do sujeito em relação ao outro, à política, à economia, ao sexo, à droga, à saúde, ao meio ambiente, à tecnologia, etc.
Portanto, a escola tem o papel de despertar no indivíduo a consciência de sua própria dignidade e sua capacidade de exercer a cidadania, pois somente a educação pode transformar a pessoa, tornando-a responsável pelo seu próprio progresso e, conseqüentemente, pelo progresso e transformação da comunidade.

Aspectos Históricos da Escola
O Colégio Estadual Júlia Wanderley - Ensino Fundamental, Médio e Profissional, situado à Avenida Vicente Machado, nº 1643, entre as ruas Francisco Rocha e Bruno Filgueira, no bairro Batel, na cidade de Curitiba, estado do Paraná, iniciou suas atividades com o Ensino de 1º Grau (Fundamental), no ano letivo de 1947.
O Decreto de Criação, sob nº 2.267/46, de 29 de janeiro de 1946, publicado no Diário Oficial de 04 de fevereiro de 1946, foi assinado pelo Interventor Manoel Ribas e resultou da transformação da então Escola do Bigorrilho no Grupo Escolar Júlia Wanderley.
A sua inauguração ocorreu no dia 15 de novembro de 1946, sendo então governador do Estado do Paraná, o Dr. Brasil Pinheiro Machado.
Foi designada sua primeira Diretora a Professora Isolda Schmid.
Este Colégio, em sua denominação e constituição atual, resultou da reorganização de dois antigos Estabelecimentos de Ensino:
Grupo Escolar Júlia Wanderley, criado pelo Decreto nº 2.267/46, de 29 de janeiro de 1946 e Escola Normal Colegial Estadual Professora Diva Vidal, criada pelo Decreto nº 19.778/58, de 04 de novembro de 1958, ambos do Município de Curitiba.
A referida reorganização foi oficializada através do Decreto nº 1371 de 23 de dezembro de 1975, publicado no Diário Oficial no dia 30 de dezembro de 1975, quando ficou autorizado a funcionar com o nome de Colégio Estadual Júlia Wanderley.
Através da Resolução nº 236/82 de 28 de janeiro de 1982, publicada no Diário Oficial de 12 de fevereiro de 1982, este Estabelecimento foi reconhecido como Colégio Júlia Wanderley - Ensino de 1º e 2º Graus. Em 1983, passou a denominar-se Colégio Estadual Júlia Wanderley - Ensino de 1º e 2º Graus.
A Renovação de Reconhecimento do Estabelecimento, bem como o reconhecimento de seus níveis de Ensino Fundamental e Médio ocorreu no ano de 2003, através das Resoluções nºs 1.731/03 e 1.787/03, datadas de 02 de junho de 2003 e 09 de junho de 2003, publicadas nos Diários Oficiais de 10 de julho de 2003 e 24 de julho de 2003. A partir de 2004 passa a ofertar Ensino Técnico nas modalidades integrada e subseqüente.

Estrutura Física
Espaço físico e sua utilização
O prédio da escola possui:

01 portaria;
01 secretaria;
17 salas de aula;
02 salas de direção;
01 sala de digitação e mecanografia;
01 sala de material de educação física;
01 salão nobre;
01 sala de professores;
01 sala de materiais de apoio pedagógico;
01 sala de almoxarifado;
01 sala de supervisão e atividades docentes;
01 sala de orientação educacional;
02 salas pequenas de contraturno;
04 banheiros para  professores e funcionários;
02 banheiros femininos;
02 banheiros masculinos;
01 cancha de esportes;
01 pátio coberto;
01 churrasqueira;
01 biblioteca;
01 laboratório de informática;
01 laboratório de panificação;
01 sala destinada à merenda escolar;
01 cantina comercial;
01 refeitório anexo à cozinha;
01 casa onde mora o caseiro.

Dados de identificação da Escola
Colégio Estadual Júlia Wanderley – Ensino Fundamental, Médio e Profissional.
Av. Vicente Machado, 1643 – Batel
Curitiba - Paraná
CEP: 80440-020
Fone: (41) 3242-2512 - Fax: 3244-4403 
Documentação
Regimento Escolar e ato de Aprovação




Relação de Poder

“PAPEL ESPECÍFICO E AÇÃO DE CADA  SEGMENTO”

O organograma desta Escola encontra-se da seguinte forma, onde consta no mesmo o número de pessoas para cada função.

Conselho Escolar
Equipe de Direção:
Direção
Direção Auxiliar
- Organização Pedagógica:
Corpo Docente
Supervisão de Ensino
Orientação Educacional
Conselho de Classe
Biblioteca
Coordenador do Laboratório de Informática
Professor Laboratorista
Organização Administrativa:
Secretaria
Serviços gerais
Mecanografia

Órgãos Complementares
Associação de Pais e Mestres
Grêmio Estudantil







Validador

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